Tivemos um dia
inteiro de navegação para chegar até a Islândia. A temperatura caiu mais ainda,
o tempo bem nublado e com muito vento. Impossível ficar do lado de fora do
navio. Na TV do quarto não passa nada de bom, a não ser filmes pagos.
Durante a noite
diminuímos mais 1 hora no relógio – agora estamos GMT-1.
Ao longo do dia
vimos algumas orcas nadando ao lado do navio. E baleias.
À noite o show
foi Paris After Dark, bem interessante. E após o jantar não fomos para a festa
da Shaker – Stardust – pois nossa excursão vai ser cedinho e teremos que
madrugar.
À meia-noite
cruzamos o círculo polar ártico e entramos na região do sol da meia-noite. Às 8
hs do dia 12/8 chegamos a Akureyri, nosso primeiro porto na Islândia.
A meteorologia
hoje colaborou um pouco – a temperatura subiu para 10⁰ a 15⁰, sem chuva, e poucas nuvens e ao longo do dia o sol brilhou forte.
A MSC oferecia
muitas excursões em Akureyri – Passeio para ver baleias; Banho no lago Myvatn;
Belezas e paisagens do norte; Cachoeira de Godafoss; Casa do Papai Noel. Como
nosso foco era a Islândia, queríamos aproveitar e conhecer o máximo dessa terra
tão distante e tão diferente das paisagens que conhecíamos, então escolhemos a
mais completa – Belezas e paisagens do norte, uma excursão de 8 horas que
incluía almoço.
A Islândia é um
país insular do norte da Europa, que tem uma população de cerca de 350.000
habitantes, a maior parte residente na capital, possui área total de 103.000
km² e costa de 4.800 km. Seu território localiza-se entre a Noruega e a
Groenlândia e fica ao sul do Círculo Polar Ártico. Ao norte, a Islândia faz
limite com o mar da Groenlândia, já pelo lado leste, é banhada pelo mar da
Noruega. O oceano Atlântico faz limite com o país ao sul e, a oeste, há o
estreito da Dinamarca.
Devido a essa localização
na cordilheira mesoatlântica que separa o continente americano do europeu
e africano, a Islândia tem uma grande atividade vulcânica e um
importante gradiente geotérmico, o que afeta muito a sua paisagem. O
interior é constituído principalmente por um planalto caracterizado por campos
de areia, montanhas e glaciares. Aquecida
pela corrente do Golfo, a Islândia tem um clima temperado em
relação à sua latitude e oferece um ambiente habitável. Sua sociedade
é muito desenvolvida e tecnologicamente avançada, tendo um IDH dos mais altos.
A ilha foi
formada por inúmeras erupções vulcânicas, possuindo hoje a presença de
100 vulcões e gêiseres, além de nascentes de água quente presentes em
diversas partes do território. Por possuir estas características, boa parte de
suas terras são ermas. A maior parte da cobertura vegetal é de coníferas,
sendo o resto da vegetação rasteira ou composta por arbustos. O grande
diferencial para nós é que não existem árvores altas, sendo toda a vegetação de baixa estatura, haja vista que o solo é todo formado por lava solidificada e
praticamente não existe terra em sua superfície. A escolha por tecnologia não
foi por opção, mas sim por não possuir solo agriculturável em toda a sua
superfície, ressalvado pouquíssimas e pequenas áreas que foram trabalhadas para
permitir o plantio. É uma superfície inóspita, fria e muito chuvosa, onde
somente o vento gelado é capaz de se deslocar por toda a superfície. O nome
escolhido para essa ilha "Iceland" não é à toa, no seu interior há 5 glaciares de grande porte, com muitos km2.
Começamos nossa
excursão dando uma volta pela cidade de Akureyri, uma cidade pequena, com cerca
de 20.000 habitantes. Akureyri fica no norte
da Islândia, é apelidada de Capital do norte, e um importante porto de pesca. É
a segunda maior área urbana da Islândia, tendo sido base das forças aliadas na 2ª Guerra Mundial.
Não havia muita
coisa a ser vista e apenas circulamos pelas ruas da cidade, passando por
casinhas coloridas, igreja, o porto, aeroporto, cuja pista fica às margens da
água e seguimos adiante.
Fizemos uma
parada após cruzar a ponte sobre o fiorde e batemos ótimas fotos da cidade, do
fiorde e das montanhas.
Prosseguimos
então até a cachoeira de Godafoss, a cachoeira de Deus, com água de rios
glaciais da região.
De lá continuamos
através de campos verdes até o lago Myvatn, o segundo maior lago da Islândia.
Ao redor do lago há alguns vilarejos e algumas áreas de lazer bem usadas no
verão.
Seguimos então
para o campo geotérmico de Namafjall, uma área de intensa atividade vulcânica
com fumarolas, mud pots, que exala um odor intenso de enxofre.
Logo ao lado há
uma lagoa azulada de águas termais que era usada para banhos, mas que foi
desativada. A água é de um azul intenso, com uma fumacinha muito bonita.
Terminada essa
visita, paramos no Hotel Leelandair para almoçar. O local é bem agradável e
aconchegante. Foi servido um almoço que constava de uma sopa de legumes com
páprica e depois peixe grelhado com arroz e legumes. Estava gostoso, embora a
sopa um pouco picante demais, e o arroz um pouco ao dente demais!!!
Continuamos a
excursão para a cidade de lava de Dimmuborgir ou Dark City. Essa cidade é toda
de formações rochosas de lava de uma erupção vulcânica de mais de 2300 anos. A
gente vai caminhando por entre as rochas vulcânicas que tem formas variadas que
lembram algumas figuras como cavaleiros, casais etc. Em um ponto é possível
visualizar a fenda mesoatlântica e colocar um pé em cada continente!!!
Nessa cidade há
uma caverna que dizem ser a Casa do Papai Noel, e uma lenda dos trolls que são
os ajudantes do papai Noel – os Yule Lads, que habitariam por ali. Aliás, na
Islândia ele são muito ligados nos trolls e agem como se eles realmente
existissem.
A última atração
da excursão eram as pseudo-crateras, formações raras por interação entre a água
e a lava das erupções vulcânicas.
Dali voltamos
para o navio que zarpou as 18:00 hs. A noite tivemos o show Bella Itália, que
não foi dos melhores – muita cantoria do tenor – preferimos com mais dança. E
mais tarde, Rock night no Shaker.
Amanhã outro
porto da Islândia – Isafjordur.

















































































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