quinta-feira, 11 de julho de 2019

9° e 10⁰ DIA 11 E 12 JUL - NAVEGAÇÃO E AKUREYRI (Islândia)


Tivemos um dia inteiro de navegação para chegar até a Islândia. A temperatura caiu mais ainda, o tempo bem nublado e com muito vento. Impossível ficar do lado de fora do navio. Na TV do quarto não passa nada de bom, a não ser filmes pagos.


Durante a noite diminuímos mais 1 hora no relógio – agora estamos GMT-1.

Ao longo do dia vimos algumas orcas nadando ao lado do navio. E baleias.

À noite o show foi Paris After Dark, bem interessante. E após o jantar não fomos para a festa da Shaker – Stardust – pois nossa excursão vai ser cedinho e teremos que madrugar.


À meia-noite cruzamos o círculo polar ártico e entramos na região do sol da meia-noite. Às 8 hs do dia 12/8 chegamos a Akureyri, nosso primeiro porto na Islândia.


A meteorologia hoje colaborou um pouco – a temperatura subiu para 10 a 15, sem chuva, e poucas nuvens e ao longo do dia o sol brilhou forte.

A MSC oferecia muitas excursões em Akureyri – Passeio para ver baleias; Banho no lago Myvatn; Belezas e paisagens do norte; Cachoeira de Godafoss; Casa do Papai Noel. Como nosso foco era a Islândia, queríamos aproveitar e conhecer o máximo dessa terra tão distante e tão diferente das paisagens que conhecíamos, então escolhemos a mais completa – Belezas e paisagens do norte, uma excursão de 8 horas que incluía almoço.


A Islândia é um país insular do norte da Europa, que tem uma população de cerca de 350.000 habitantes, a maior parte residente na capital, possui área total de 103.000 km² e costa de 4.800 km. Seu território localiza-se entre a Noruega e a Groenlândia e fica ao sul do Círculo Polar Ártico. Ao norte, a Islândia faz limite com o mar da Groenlândia, já pelo lado leste, é banhada pelo mar da Noruega. O oceano Atlântico faz limite com o país ao sul e, a oeste, há o estreito da Dinamarca.


Devido a essa localização na cordilheira mesoatlântica que separa o continente americano do europeu e africano, a Islândia tem uma grande atividade vulcânica e um importante gradiente geotérmico, o que afeta muito a sua paisagem. O interior é constituído principalmente por um planalto caracterizado por campos de areia, montanhas e glaciares. Aquecida pela corrente do Golfo, a Islândia tem um clima temperado em relação à sua latitude e oferece um ambiente habitável. Sua sociedade é muito desenvolvida e tecnologicamente avançada, tendo um IDH dos mais altos.


A ilha foi formada por inúmeras erupções vulcânicas, possuindo hoje a presença de 100 vulcões e gêiseres, além de nascentes de água quente presentes em diversas partes do território. Por possuir estas características, boa parte de suas terras são ermas. A maior parte da cobertura vegetal é de coníferas, sendo o resto da vegetação rasteira ou composta por arbustos. O grande diferencial para nós é que não existem árvores altas, sendo toda a vegetação de baixa estatura, haja vista que o solo é todo formado por lava solidificada e praticamente não existe terra em sua superfície. A escolha por tecnologia não foi por opção, mas sim por não possuir solo agriculturável em toda a sua superfície, ressalvado pouquíssimas e pequenas áreas que foram trabalhadas para permitir o plantio. É uma superfície inóspita, fria e muito chuvosa, onde somente o vento gelado é capaz de se deslocar por toda a superfície. O nome escolhido para essa ilha "Iceland" não é à toa, no seu interior há 5 glaciares de grande porte, com muitos km2.







Começamos nossa excursão dando uma volta pela cidade de Akureyri, uma cidade pequena, com cerca de 20.000 habitantes.  Akureyri fica no norte da Islândia, é apelidada de Capital do norte, e um importante porto de pesca. É a segunda maior área urbana da Islândia, tendo sido base das forças aliadas na 2ª Guerra Mundial.

Não havia muita coisa a ser vista e apenas circulamos pelas ruas da cidade, passando por casinhas coloridas, igreja, o porto, aeroporto, cuja pista fica às margens da água e seguimos adiante.














Fizemos uma parada após cruzar a ponte sobre o fiorde e batemos ótimas fotos da cidade, do fiorde e das montanhas.







Prosseguimos então até a cachoeira de Godafoss, a cachoeira de Deus, com água de rios glaciais da região. 











De lá continuamos através de campos verdes até o lago Myvatn, o segundo maior lago da Islândia. Ao redor do lago há alguns vilarejos e algumas áreas de lazer bem usadas no verão.














Seguimos então para o campo geotérmico de Namafjall, uma área de intensa atividade vulcânica com fumarolas, mud pots, que exala um odor intenso de enxofre.











Logo ao lado há uma lagoa azulada de águas termais que era usada para banhos, mas que foi desativada. A água é de um azul intenso, com uma fumacinha muito bonita.




Terminada essa visita, paramos no Hotel Leelandair para almoçar. O local é bem agradável e aconchegante. Foi servido um almoço que constava de uma sopa de legumes com páprica e depois peixe grelhado com arroz e legumes. Estava gostoso, embora a sopa um pouco picante demais, e o arroz um pouco ao dente demais!!!







Continuamos a excursão para a cidade de lava de Dimmuborgir ou Dark City. Essa cidade é toda de formações rochosas de lava de uma erupção vulcânica de mais de 2300 anos. A gente vai caminhando por entre as rochas vulcânicas que tem formas variadas que lembram algumas figuras como cavaleiros, casais etc. Em um ponto é possível visualizar a fenda mesoatlântica e colocar um pé em cada continente!!!











Nessa cidade há uma caverna que dizem ser a Casa do Papai Noel, e uma lenda dos trolls que são os ajudantes do papai Noel – os Yule Lads, que habitariam por ali. Aliás, na Islândia ele são muito ligados nos trolls e agem como se eles realmente existissem.

A última atração da excursão eram as pseudo-crateras, formações raras por interação entre a água e a lava das erupções vulcânicas.




Dali voltamos para o navio que zarpou as 18:00 hs. A noite tivemos o show Bella Itália, que não foi dos melhores – muita cantoria do tenor – preferimos com mais dança. E mais tarde, Rock night no Shaker.

Amanhã outro porto da Islândia – Isafjordur.





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